Os Jogos Olímpicos não são apenas um grande evento esportivo, mas também um palco de acontecimentos históricos e sociais que deixaram uma marca indelével. Uma maneira única de revisitar esses momentos é através dos diversos documentários e filmes produzidos que conseguem capturar as histórias que moldaram as Olimpíadas ao longo dos anos.
Essas obras oferecem uma visão tão profunda e complexa dos atletas e eventos olímpicos que vão muito além do entretenimento, educando o público sobre as nuances e narrativas humanas por trás dos jogos.
Um exemplo marcante é o documentário “Eu Sou Bolt” (2016), que nos aproxima da vida do notável velocista jamaicano Usain Bolt. A produção nos leva não apenas aos bastidores de seus treinos e competições, mas também aos momentos íntimos, revelando o que fez dele um ícone tão carismático e dedicado ao esporte.
Outro documentário que merece destaque é “Atleta A” (2020), que não apenas expõe o escândalo de abuso sexual envolvendo o ex-médico da equipe de ginástica dos EUA, Larry Nassar, mas também ressalta a coragem das atletas que decidiram denunciar os abusos.
“Visions of Eight” (1973) apresenta uma perspectiva única sobre os Jogos Olímpicos de 1972, em Munique, ao dar voz a oito cineastas e suas interpretações do evento. O filme retrata os jogos marcados por um ataque terrorista, capturando a tensão e a resiliência dos atletas diante da tragédia, e mesmo não estando disponível em plataformas de streaming, sua importância e relevância histórica seguem intactas.
O longa “Raça” (2016) conta a história inspiradora de Jesse Owens, atleta negro norte-americano que desafiou o regime nazista ao conquistar quatro medalhas de ouro nas Olimpíadas de Berlim em 1936, atentando contra o racismo da época. Disponível na HBO GO e Apple TV, o filme é uma homenagem ao poder do esporte em transpor barreiras sociais.
Em “Carruagens de Fogo” (1981), o foco recai sobre a preparação da equipe de atletismo britânica para os Jogos de 1924, em Paris. A trama segue dois corredores, um judeu e outro cristão, competindo por razões distintas, representando a diversidade e a determinação presentes nas Olimpíadas.
Já o documentário brasileiro “Paratodos” (2016) mergulha no universo do esporte paraolímpico, acompanhando a jornada de oito atletas brasileiros desde Londres 2012. Além de destacar as conquistas esportivas, a obra faz um apelo à reflexão sobre a inclusão de pessoas com deficiência na sociedade. Disponível no Prime Vídeo, é uma celebração da resiliência e do espírito humano.
Por fim, “B1 – Tenório em Pequim” (2010) documenta a preparação do judoca Antônio Tenório para os Jogos Paralímpicos de 2008, em Pequim, evidenciando como, mesmo deficiente visual, ele é uma inspiração tanto nos campeonatos paraolímpicos quanto nos regulares. Disponível no YouTube e Globoplay, é um testemunho do poder transformador do esporte.
Essas obras cinematográficas oferecem uma visão envolvente e comovente das Olimpíadas, destacando não só as conquistas esportivas, mas também as histórias humanas que tornam os Jogos um evento de importância ímpar na história mundial.